Feeds:
Artigos
Comentários

Auto-sabotagem

Não sei se é a condição ou o costume, mas o tema me persegue. Nunca consigo deixar-me feliz. Quando consigo algo, simplesmente dou um jeito, inconsciente de, simplesmente, perder. E quando percebo, não é tarde demais, não!
É a mesma sensação de perder um balão de hélio quando você ainda o vê, porém, por mais que pule, corra, chame…. você não consegue mais pegá-lo de volta.
Você acaba se conformando, mas sempre volta aquele pensamento de como será que está meu balão, isso é, o balão, pois nada nos pertence. Aonde ele está? Será que ele está conhecendo o mundo de cima? Será que ele passou pelas pirâmides do Egito? Havai? Será que ele estourou?
E o pensamento de busca é o que mais machuca…. pois você poderia estar com ele, viajando pelo mundo… ou estourado como ele…. a dúvida deixa de ser um benefício…. torna-se uma tortura!

Anúncios

A condição da tristeza

Sempre gostei de elaborar textos bregas e dislexicos.
Minha arte é achar que sei fazer arte com palavras esdrúxulas regado e temperado de muita tristeza.

A tristeza, para mim, é uma condição de criatividade.
Consigo escrever as coisas mais patéticas que podem fazer algum sentido a quem está sóbrio ou nenhum sentido a quem está no auge de sua perdição.
A tristeza é a minha cocaína… a tristeza me motiva a continuar, não triste, mas a buscar a sobriedade desse vício que me alimenta.
Porém…. ultimamente estou atingindo os últimos estágios dessa doença…. a tristeza passou de algo que motiva, para o vício e, agora, caminha para a morte!

Quem me dera poder dizer que haverá cenas do próximo capítulo…. quem me  dera….
Não sei o dia de amanhã. Só sei que ele é tão incerto quanto o hoje, o agora…
Mais um ano se passa… mais um capítulo tosco dessa minha vida simples.

Condição

Na modernidade as pessoas sofrem muito mais com a paixão do que antigamente.

Antes os ceresteiros musicavam a dor de vê-la passar sem lhe dar um desvio de olhar.
As moças se abanavam por vê-lo passando com seu chapéu.
O longe era apenas alguns metros, outro lado da rua, do outro lado do salão… do outro lado dos bancos da igreja.

O desejo do toque parecia muito mais plausível e menos impossível que hoje em dia.
Hoje as pessoas se conhecem muito facilmente, porém, jamais, podem sonhar com o desejo de poder tocar, mesmo que o longe, de antigamente.
O amor sempre foi e sempre será confuso.
Impossível e relativo.
Ah… o amor….

O que dizer?

Quatro anos se passaram para que o término viesse virtualmente. Na gelada decisão por skype!

O ser humano não tem valor… eu sei que não tenho!

Nada muda, nem mudou!

Cada dia piora a situação… e para ajudar, sofro de dor crônica na coluna. A distância física não era problema… nem ligava…. mas agora além da distancia fisica…. há da alma, outrora tão juntas, tão coladinhas que nunca sentia frio… nem medo…. nem dor…..

O que eu faço, além de chorar e rezar?

…tristeza…

Não sei onde parei de perceber que tudo está acabado, olho antigas fotos e percebo que não são tão antigas. Mas devido á distância, elas parecem ter sido tiradas há uma eternidade.
Olho para seus olhos nas fotografias e pergunto: O que faço para ter-lhe de volta?  O que aconteceu que de repente não te conheço mais?
O que será de nós amanhã?
A dor consome que eu sinto vontade de arrancar minhas penas. Mas não posso demonstrar fraqueza, assim os predadores podem me atacar, e já basta passar por tudo isso sem poder contar com alguém que me ajude a sair do fundo desse poço tão profundo!
E saber que eu achei que jamais voltaria a cair nesse poço… não, não precisa se preocupar, não vou me afogar com as lágrimas…. não tem mais de onde tira-las…

…a dor da incerteza!

Não sei o que é pior… perceber mais uma vez que promessa são formas de garantir que uma pessoa permaneça fiel ou se é pior perceber que promessas são mentiras disfarçadas…

O mundo é cruel, as pessoas são cruéis, as contas são cruéis….

…e injusto também…